Reunião do Conema é adiada para 8 de abril
Escrito por Carla Sousa - Analista de Comunicação   
Qua, 10 de Março de 2010 12:19

A reunião do Conselho Estadual de Meio Ambiente (Conema) que seria realizada hoje, para avaliar parecer de uma comissão indicada pelo Instituto Estadual de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema) sobre os novos estudos feitos a respeito da viabilidade do retorno da carcinicultura no estuário do rio Potengi, foi remarcada para 8 de abril.

O presidente Idema, Marco Aurélio Martins de Almeida, disse que o segundo adiamento da reunião foi um pedido da Comissão - formada por Sílvio Roberto Pinheiro de Paula, Stênio Petrovich Pereira e Sérgio Bezerra Pinheiro -, a qual achou necessária a prorrogação do prazo de 30 dias para conclusão do parecer sobre o estudo que foi contratado pela empresa Veríssimo & Filhos Ltda,  a mesma que foi autuada em 2007 pela    morte de milhares de peixes e outros animais aquáticos, em virtude da despesca de viveiros de camarão da Fazenda Carnaubinhas, de sua propriedade.

Marco Aurélio de Almeida disse que a questão deve ser avaliada pelos 14 conselheiros do Conema, presidido pelo secretário estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Iberê Ferreira de Souza, que vem sendo, regularmente, substituído pelo adjunto Carlos Ivan Ferreira de Melo.

Almeida também afirmou que depois da empresa Veríssimo & Filho Ltda ter requerido novo licenciamento ambiental para retomar aquela atividade econômica, o Idema solicitou outro parecer  ao Ibama antes de se decidir pela liberação da licença. Segundo Almeida esse parecer do Ibama também deve ser avaliado na reunião do Conema. O documento diz que os elementos apontados, à época, como causa para a mortandade dos peixes, não podiam ser atribuídos como responsáveis pelo acidente ambiental.

A TN ouviu, ontem, quatro dos seis professores que a UFRN indicou para constituir a Comissão Técnica que, em 8 de janeiro de 2009, emitiu parecer sobre o “auto de infração ambiental referente à mortandade de peixes ocorrida no estuário dos rios Potengi e Jundiaí”, de 11 de agosto de 2007 contra a Veríssimo & Filhos Ltda.

Todos  disseram que  “mantinham o parecer” sobre o auto de infração do lançamento de efluentes nos dias 27 e 28 de julho de 2007 com elevada carga de matéria orgânica, sem tratamento, originário da despesca do viveiro 13 de camarão diretamente no rio Jundiaí, efluente do rio Potengi.  Na época, a conclusão da Comissão Técnica de Professores foi pela procedência do auto de infração e sua manutenção, pois apesar de serem realizadas várias buscas e investigações, “não foi encontrado fato que possa ser identificado como fator causal, afora a despesca.


Fonte: Tribuna do Norte